Panquecas com frutos vermelhos e chocolate

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Olá, não-doninhas! O dia dos namorados está a aproximar-se e continuamos a saga da piroseira culinária. Como queremos toda a gente com o estômago feliz e acarinhado neste dia, trazemos hoje uma receita de panquecas aperaltada com frutos vermelhos e chocolate. Ideais para um bom pequeno-almoço de campeão ou para impressionarem a vossa cara-metade/metade da vossa laranja/sócio(a), fica à vossa vontade. Garantimos só que não durarão muito tempo intactas.

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Ingredientes

  • 1 chávena de farinha
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1 ovo
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 1 chávena de leite
  • 1 colher de café de sal
  • 1/2 tablete de chocolate (de culinária ou chocolate de leite normal, se se sentirem mais fancy ou a pessoa para quem as fizerem merecer)
  • 1/2 a 1 chávena de frutos vermelhos congelados

 

Comecem por misturar os ingredientes líquidos (leite, ovo e óleo).

Acrescentem a estes os ingredientes sólidos.

Mexam mas não demasiado porque a massa deve ficar ligeiramente granulosa (isto é uma boa dica para massa de panquecas no geral, a massa nunca deve ser excessivamente batida, o ficar granulosa é ideal).

Juntem o chocolate picado grosseiramente.

Aqueçam uma sertã (de preferência antiaderente para não passarem por uma odisseia de detergente quando for para a lavar e de impropérios quando virarem as panquecas), levemente untada com manteiga.

Juntem aqui, finalmente, os frutos vermelhos à massa.

Deitem colheradas de massa na frigideira (*) e deixem cozer sobre lume médio durante alguns minutos, ou até a superfície parecer que está a começar a secar.

Virem, com o auxílio de uma espátula (não se armem em acrobatas a tentar fazer aquela cena de filme de virar com um trejeito da sertã, a menos que estejam mesmo a tentar impressionar alguém), e deixem cozer do outro lado.

Sirvam com manteiga e mel, açúcar, canela ou qualquer acompanhamento a vosso gosto.

Bom apetite e um bom dia dos namorados.

(*) Achamos adequado discriminar que a massa é para ser dividida com colheradas porque é do conhecimento das Doninhas o caso de uma não-doninha ter feito com esta mesma receita base uma, e só uma, panqueca gigantesca.

 

 

Doninha Leonor

Caril vegetariano (feat. brócolo)

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Olá, não-doninhas! Para continuar a fase de sanarmos a ideia de que este blog é só bolachas, apresentamos desta vez um caril vegetariano, Neste prato o brócolo, tão frequentemente desprezado e vítima de bullying culinário, é rei e brilha juntamente com a soja. Esta receita está sensivelmente no nível totó, mas parece exigir mais esforço do que realmente requer e, por isso, é perfeita para usarem às três pancadas e mostrarem aos vossos pais, ou amigos, que têm um cartório de receitas de adulto sério e responsável.

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Ingredientes

  • 1 cebola média
  • 1 pimento vermelho médio
  • 6-7 raminhos de brócolo
  • 1 chávena de soja granulada grossa
  • (quase) 1 chávena de leite de coco
  • (quase) 1 colher de chá de caril em pó
  • ½ colher de chá de gengibre em pó
  • ½ colher de chá de pimentão doce em pó
  • Sal q.b.
  • Pimenta q.b.
  • Azeite q.b.

 

Antes de começar, coloquem a soja granulada num recipiente com água morna durante cerca de 30 minutos (ou o tempo recomendado na embalagem) para esta ficar com a textura desejada.

Comecem por picar a cebola de forma muito fina e colocar numa sertã/wok com azeite suficiente e deixem alourar.

Quando a cebola estiver bonitinha e bronzeada o suficiente a vosso ver, juntem a soja ao estrugido e deixem cozinhar o suficiente até esta ganhar alguma cor.

Cortem os brócolos e o pimento em tiras finas (ou cubinhos. Ou estrelinhas. Ou pequenas Death Stars. Aqui tudo depende da vossa habilidade e criatividade). Juntem ao estrugido e deixem cozinhar, misturando bem. Temperem, neste passo, tudo com pimenta e sal a gosto.

Depois de deixarem os legumes e a soja cozinharem um pouco, juntem o leite de coco e misturem bem.

Adicionem o caril, gengibre e pimentão doce. É ideal aqui provar novamente para fazer ajustes à pimenta e ao sal, se necessário.

Deixem cozinhar até os legumes amaciarem e a soja absorver um pouco o sabor do caril.

Et voilá, caril vegetariano feito às três pancadas e com o brócolo como cabeça de cartaz.

Doninha Leonor

Rabanadas à la Mãe™

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Olá não-doninhas! Como já passou o Natal mas estamos naquele interregno das sobras natalícias e das sobremesas da passagem de ano e ainda temos todos estômago para doces, hoje apresentamos umas rabanadas de vinho.

Não vamos partilhar medidas certas para a receita, porque esta é uma daquelas feitas “a olho”, sendo um clássico, original da minha avó, que depois passou para a minha mãe (cujas mãozinhas figuram no processo de confecção ilustrado em baixo, porque um prato tão majestoso só pode ser concretizado por mãos experientes) e agora é o hit do Natal.

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Ingredientes:

Pão (de preferência uma roca/cacete com vários dias de idade)

Vinho tinto

Açúcar

Canela

Mel

Casca de limão

1/2 pau(s) de canela

Ovo (para passar as rabanadas)

Óleo (para fritar)

Frutos secos misturados (nozes, amêndoas, passas, pinhões)

 

Comecem por cortar o pão em fatias grossas uniformes.

Façam uma calda com vinho, açúcar, casca de limão, pau de canela e mel a gosto, colocando-a numa panela a temperatura baixa para apurar.

Embebam as fatias de pão na calda referida e reservem-nas num prato. Podem deixa-las repousar neste ponto e ir comer os chocolates que receberam no Natal.

De seguida, voltem à calda feita com o vinho, adicionando desta vez os frutos secos, levando novamente a cozinhar/apurar, até os frutos absorverem o sabor (uma boa forma de ver isto é verificar quando as passas ficam inchadas como se tivessem comido quinhentas rabanadas destas).

Passem as fatias de pão pelo ovo batido e levem a fritar numa sertã com óleo.

Misturem bem o açúcar e a canela em pó. Coloquem um pouco desta mistura no fundo de uma taça grande.

Disponham as fatias de pão (que agora, depois de fritas já são oficialmente rabanadas) nessa mesma taça.

Deitem por cima de cada camada de rabanadas o açúcar com a canela e um fio generoso de mel.

Com uma concha de sopa vertam a mistura da calda e frutos secos sobre cada camada de rabanadas, já equipada com o açúcar, a canela e o mel.

Repitam até acabarem as rabanadas.

Et voilà, rabanadas com vinho e frutos secos.

Esta receita é ideal para manter estômagos quentinhos na quadra natalícia e para aumentar o vosso cred de chefs junto dos vossos familiares ou amigos.

 

Doninha Leonor

Bolachinhas de manteiga de amendoim e chocolate

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Olá não-doninhas! Hoje vamos partilhar uma variação da platina do mundo das bolachas, as míticas cookies.

Estas, munidas da magia da manteiga de amendoim, servem todo e qualquer propósito: alimentar as vossas almas mais prezadas, aquecer-vos o coração, curar a fadiga crónica do estudo, curar a peste bubónica(*), tudo.

A receita foi inventada, ou ligeiramente improvisada, numa ocasião inspirada, através de uma amálgama de receitas de bolachas com pepitas de chocolate normais e bolachas simples de manteiga de amendoim. Portanto, uma manta de retalhos cosida com os fios da improvisação e do zelo. Ideal para oferecer agora no Natal, ou em qualquer altura, porque todas as horas são horas de bolachinhas.

Ingredientes:

1/2 chávena de manteiga
1/2 chávena de manteiga de amendoim (a de pedaços fica especialmente boa aqui)
1/3 chávena de açúcar branco
1/3 chávena de açúcar amarelo
1 ovo grande (frio)
1, 1/2 chávena de farinha
3/4 de uma colher de chá de fermento
1 pitada de sal

1/2 ou 1 chávena (depende do apetite para chocolate) de pepitas de chocolate de leite ou uma tablete cortada grosseiramente

Misturem e batam bem a manteiga com os dois tipos de açúcar até ficar homogéneo.

Juntem de seguida a manteiga de amendoim e repitam o passo anterior até ficar homogéneo também.

Adicionem o ovo inteiro e mexam bem até este ficar completamente desfeito na massa.

Façam uma fusão da farinha com o fermento e a pitada de sal e juntem à mistura.

Adicionem as pepitas/chocolate partido à massa, tendo o cuidado de bater para as distribuir uniformemente e, por fim, disponham a massa com uma colher num tabuleiro forrado com papel vegetal. Se preferirem as bolachas menos fofas, achatem cada uma ligeiramente com a colher.

Levem a forno pré-aquecido a 180 graus até elas começarem a dourar (15-25 minutos, sendo o 15 umas bolachas com um bronzeado de quem foi à praia uma ou duas vezes em Maio e o 25 umas que já fizeram algum tempo de solário).

(*) Disclaimer: as Doninhas não se responsabilizam pelo sucesso desta receita, ou qualquer outra receita(**), na cura de quaisquer maleitas.

(**) Excepto canja de galinha para todas as constipações.

Doninha Leonor